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Plano de fertilização · Regulamentação

Zona vulnerável a nitratos: é obrigatório o plano de fertilização agrícola?

A resposta curta

Só se a sua exploração estiver numa zona vulnerável aos nitratos. Aí, o programa de ação (Portaria n.º 259/2012) exige um plano de fertilização por cultura e por parcela, feito com análises de laboratório acreditado, e o registo das fertilizações, que se arquiva cinco anos. Fora da zona vulnerável, não há uma obrigação geral de plano de fertilização.

Quem está obrigado

Uma obrigação ligada à zona

Zonas vulneráveis são as zonas que drenam para águas poluídas, ou em risco de o ficarem, com nitratos, sobretudo por excesso ou má aplicação de azoto de origem agrícola. A Portaria n.º 259/2012, de 28 de agosto, aprova o programa de ação para essas zonas.

O critério é geográfico: se a sua exploração está na zona vulnerável, aplica-se. Se a exploração está fora, não existe uma obrigação geral de plano de fertilização nem de análise de solo; fazê-los é uma vantagem (menos adubo, doses certas), não um dever legal. Se tem dúvidas sobre se as suas parcelas estão dentro, confirme-o antes de avançar.

Os limiares

A partir de que tamanho

Segundo o manual de campo da zona vulnerável do Tejo, o registo atualizado das fertilizações, por parcela ou grupo de parcelas homogéneas, é obrigatório nas explorações com:

  • mais de 2 ha de superfície agrícola utilizada (SAU);
  • mais de 1 ha de culturas arbóreas e/ou arbustivas;
  • mais de 0,5 ha de floricultura e/ou culturas hortícolas.

A exceção

As culturas pequenas

Ficam fora destes procedimentos a cultura ou culturas que ocupem, na exploração, menos de 1 ha de SAU ou menos de 0,5 ha de floricultura e/ou hortícolas. Para elas, o registo refere-se à cultura de maior área ou, se as áreas forem parecidas, à mais exigente em azoto.

As culturas sem solo (hidroponia) ficam fora da portaria, mas o agricultor tem de apresentar, antes, um plano de utilização das águas drenadas para obter autorização prévia.

Os documentos

O plano prevê, o registo conta o que se fez

Estar na zona vulnerável obriga a cumprir o Código de Boas Práticas Agrícolas e a preencher uma ficha de registo de fertilização, com base num plano de fertilização por cultura e por parcela (ou parcelas homogéneas). O plano faz-se com a produção esperada e com os resultados das análises de terra, da água de rega e, nas culturas arbóreas e arbustivas, as análises foliares.

O plano de fertilização, o registo das fertilizações e os boletins de análise arquivam-se na exploração durante cinco anos. Quem tem gado tem ainda os registos de gestão de efluentes pecuários.

  • Para cada parcela: a cultura, a área e a produção esperada.
  • Os resultados da análise de terra e, se houver, da água de rega e a análise foliar.
  • No registo: o que se aplicou de facto, em que data e em que quantidade.

A análise

Análises de laboratório acreditado

As análises de terra, de água e foliares têm de ser feitas em laboratórios acreditados, tomando como referência a metodologia analítica oficial. Na prática, o boletim de análise que entra no plano tem de vir de um laboratório acreditado.

Não é exigido um técnico acreditado: o agricultor pode recorrer a técnicos especializados, ou ao técnico da sua associação, tendo em conta a complexidade do processo.

O que se mede

O programa gere o azoto

O objetivo do programa é disciplinar e regular a fertilização azotada, e permitir o controlo pelas entidades competentes. O manual que lemos desenvolve o azoto; não encontrámos nele uma obrigação equivalente para o fósforo e o potássio.

O programa tem ainda outras regras (épocas em que não se pode aplicar, distâncias a cursos de água, limites para matérias orgânicas). Não as detalhamos aqui: dependem da sua parcela e da sua exploração.

O nosso papel

O que faz a Tres60 analytics, e o que não fazemos

O nosso cálculo parte do seu boletim de análise de solo e ajuda-o a preparar o plano de fertilização: diz-lhe, parcela a parcela, o que o solo pode fornecer e o que falta à cultura. O plano continua a ser seu, e o boletim tem de vir de um laboratório acreditado: nós interpretamos o boletim, não fazemos a análise.

Para o azoto, estimamo-lo a partir do azoto total e da relação C/N da análise. Não o medimos. Não preenchemos o seu plano nem o seu registo em seu lugar, e não prometemos poupança de adubo: a prova é a análise das suas próprias parcelas.

O cálculo trabalha com os métodos de fósforo Mehlich-3, Olsen e Bray-1. Diga-nos o método do seu laboratório; se não for um dos que usamos, avisamos antes de pagar.

O que nos perguntam

As suas dúvidas sobre o plano de fertilização em zona vulnerável

Durante quanto tempo se guardam o plano e o registo?

Cinco anos, na exploração, juntamente com os boletins de análise.

Tenho uma exploração pequena. Estou dispensado?

Depende da área. O registo é obrigatório acima de 2 ha de SAU, 1 ha de arbóreas e arbustivas ou 0,5 ha de hortícolas e floricultura. As culturas que ocupam menos de 1 ha de SAU, ou menos de 0,5 ha de hortícolas ou floricultura, ficam fora, com a regra que explicamos acima.

E se a minha exploração está fora da zona vulnerável?

Então não há uma obrigação geral de plano de fertilização. Continua a ser útil: serve para gastar menos adubo e aplicá-lo onde faz falta. Veja o plano de fertilização.

Preciso de um técnico acreditado?

Não é exigido. O agricultor pode fazê-lo por si, ou recorrer a um técnico especializado ou ao da sua associação.

Qualquer laboratório serve?

Em zona vulnerável, as análises têm de ser feitas em laboratório acreditado. Para saber ler o boletim, veja como interpretar uma análise de solo.

O vosso plano preenche o meu plano de fertilização?

Não. Ajuda a prepará-lo com números das suas parcelas, mas o plano continua a ser seu. O pormenor está na página do plano de fertilização.

Fontes: Portaria n.º 259/2012, de 28 de agosto (Programa de Ação para as zonas vulneráveis); Código de Boas Práticas Agrícolas; Manual de Campo da Zona Vulnerável do Tejo (PDF); folheto do Programa de Ação, abril de 2025 (PDF). Este texto resume a regulamentação e não é aconselhamento jurídico.

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Prepare o plano com os números das suas parcelas

O nosso cálculo parte do seu boletim de análise e dá-lhe, parcela a parcela, o que o solo pode fornecer e o que falta à cultura. O plano continua a ser seu, e o boletim tem de vir de um laboratório acreditado.Todos os preços na páginaPreços.