Doença · Arroz
Piriculariose: os focos do arrozal
Pyricularia oryzae
É uma das doenças mais graves do arroz no mundo. Surge em focos. Sobrevoamos o arrozal e marcamos onde está, para a vigiar nos momentos-chave.
Ainda não temos um voo nosso deste problema. Afinamo-lo consigo, na sua parcela.

O problema
A panícula que sai branca e vazia
Na folha, no caule e na panícula surgem manchas ovais de bordo castanho e centro cinzento. O pior é quando ataca o pescoço da panícula: se for cedo, a panícula sai branca, direita e com os grãos vazios.
O risco sobe com tempo suave, quando a humidade se mantém muito alta durante muitas horas. Contam também a variedade, o excesso de azoto, a semente e a perda da toalha de água. Foram assinaladas resistências a alguns fungicidas.
Como funciona
Um voo para saber onde olhar
1
Sobrevoamos o arrozal
A partir do fim do afilhamento, quando já pode haver focos.
2
Enviamos o mapa
Focos de outra cor. Existem estudos com drone, mas voam muito baixo: à altura de voo habitual vê-se o foco grande, não a mancha da folha. Confirma-se a pé.
3
Vigie
Os momentos-chave são o fim do afilhamento, as primeiras panículas e o grão leitoso.
Onde aparece
Onde aparece
- Arroz
Em todas as zonas de arroz, sobretudo nos anos húmidos.
O que nos perguntam
Piriculariose: dúvidas de campo
Porque falha o tratamento?
Foram assinaladas resistências a alguns fungicidas. Pergunte ao seu técnico como alternar.
Como baixar o risco sem tratar?
Limitando o azoto, mantendo a toalha de água, com sementes sãs e variedades menos sensíveis.
O drone trata?
Não pulverizamos. Em Portugal, a aplicação aérea de fitofármacos, também com drone, está proibida salvo exceção autorizada. O drone faz o mapa; o tratamento faz-o o agricultor, com o seu equipamento terrestre.
Conhece alguém a quem isto possa servir?
Envie-lhe esta página. Se tiver piriculariose na exploração, poupa-lhe tempo de procura.