Doença · Vinha
Oídio da vinha: que zonas vigiar primeiro
Erysiphe necator
O oídio cobre de pó branco as folhas e os cachos. Do drone não se vê o pó: vê-se a vinha toda de uma vez, e isso ajuda a decidir que zonas percorrer primeiro, a pé.
Ainda não temos um voo nosso deste problema. Afinamo-lo consigo, na sua parcela.

O problema
Um pó que se instala por cima e não se vê de longe
O oídio ataca todos os órgãos verdes da videira. Na folha, aparece um pó cinzento-esbranquiçado na página superior e, por baixo, manchas acastanhadas. Nos cachos, as inflorescências e os bagos ficam cobertos de uma poeira branca acinzentada; com os bagos já maiores, a epiderme pára de crescer onde o fungo se instala e o bago pode rachar.
O período de maior risco começa logo a seguir à alimpa (o vingamento) e estende-se até um pouco depois do pintor. Os bagos podem ser contaminados até terem cerca de 8 % de açúcar, e o fungo deixa de se desenvolver neles quando chegam a 12–15 %. Ao contrário do míldio, os ataques são mais graves em anos secos: dias quentes e nublados, sem vento nem chuva, favorecem-no, e a chuva abundante prejudica-o. Vinhas mal arejadas e com excesso de vigor são mais vulneráveis.
Como funciona
Um voo para escolher onde olhar primeiro
1
Sobrevoamos a vinha
Entre o vingamento e o pintor, que é quando o risco é maior. O pó é fino demais para se ver do ar: com câmara normal, o que se vê são zonas de vigor diferente.
2
Enviamos-lhe o mapa
As zonas de maior vigor ou de copa mais densa, que são as que costumam ficar mais abafadas. Não é um mapa de doença: é um mapa de onde começar a vigiar.
3
Confirme a pé
Vá primeiro a essas zonas e procure o pó nas folhas e nos cachos. O que encontrar ajusta o mapa à sua parcela.
Ainda não temos um caso feito de oídio da vinha com drone. Por isso o mapa serve para orientar a vigilância, e vai-se afinando na sua parcela, voo a voo.
Onde aparece
Onde aparece
- Vinha
Em vinhas com copa densa, pouco arejadas ou muito vigorosas, e em anos secos e quentes. Nas regiões húmidas, é raro faltar a humidade de que o fungo precisa.
O que nos perguntam
Oídio da vinha: dúvidas de campo
O drone vê o oídio?
Não o pó em si. Vê a vinha inteira de uma vez e marca as zonas onde o vigor é diferente, que é onde convém começar a procurar a pé. Confirma-se sempre na planta.
O oídio e o míldio pedem o mesmo tempo?
Não. O míldio é uma doença de tempo húmido. O oídio ataca mais em anos secos, com dias quentes e nublados, sem vento nem chuva; a chuva abundante prejudica-o.
Que fungicida devo usar?
Depende da cultura, e o que está autorizado muda de uma campanha para outra. Antes de tratar, confirme no sistema oficial de autorizações de produtos fitofarmacêuticos que o produto está autorizado para a sua cultura, ou pergunte-nos. Não recomendamos produtos.
O drone trata?
Não pulverizamos. Em Portugal, a aplicação aérea de fitofármacos, também com drone, está proibida salvo exceção autorizada. O drone faz o mapa; o tratamento faz-o o agricultor, com o seu equipamento terrestre.
Conhece alguém a quem isto possa servir?
Envie-lhe esta página. Se tiver oídio da vinha na exploração, poupa-lhe tempo de procura.